O aço já tem uma história quando chega na nossa fábrica
Antes de virar coluna, treliça ou peça cortada e dobrada, esse aço foi produzido em usinas que escolheram caminhos bem diferentes da média da indústria. Vale contar de onde ele vem.
CA-60Aço que recebemos
O começo da cadeia
A Goyaço transforma o aço, não o funde
É uma distinção que quase nunca aparece, e ela muda bastante a conversa. A Goyaço é uma indústria de transformação. O que sai daqui é vergalhão cortado e dobrado na medida do projeto, coluna e viga montadas, treliça eletrossoldada, tela e malha. O que entra aqui é aço já produzido, na forma de vergalhão e de fio máquina, vindo de usinas siderúrgicas.
Ou seja, boa parte do que define a qualidade da peça que chega na obra foi decidida bem antes, lá na aciaria. A composição química do aço, a categoria CA-50 ou CA-60, a conformidade com a ABNT NBR 7480 e a consistência de lote para lote nascem na usina. A nossa parte é não estragar isso, e escolher bem de quem comprar é o primeiro passo do trabalho.
Por isso essa página existe. Em vez de mostrar uma fileira de logos sem contexto, faz mais sentido explicar como esse aço é feito, porque as duas siderúrgicas que nos abastecem hoje seguem caminhos de produção bem distintos, e os dois são interessantes.
Como o aço é feito
Existem duas rotas para fazer aço, e elas emitem carbono de formas diferentes
Entender essa diferença ajuda a ler qualquer discurso ambiental do setor sem depender de propaganda.
Do minério de ferro, no alto-forno
Parte do minério de ferro e precisa de um agente redutor, um material rico em carbono que retira o oxigênio do minério dentro do alto-forno. Na indústria mundial, esse agente costuma ser o coque, derivado de carvão mineral fóssil.
Da sucata, no forno elétrico
Não parte do minério. Parte de sucata de aço já existente, que é fundida em forno elétrico a arco e volta a virar aço novo. O aço é um dos poucos materiais que suportam esse ciclo repetidamente sem perder propriedade estrutural.
Quem produz o nosso aço
As siderúrgicas que abastecem a Goyaço
Uma em cada rota, o que não foi planejado, mas acabou desenhando um retrato bem completo de como o aço de construção pode ser feito com menos carbono.
do Brasil
AVB, Aço Verde do Brasil
A AVB usa a rota integrada, aquela do alto-forno, mas com uma troca decisiva. No lugar do coque de carvão mineral, ela usa biocarbono, o carvão vegetal produzido a partir de eucalipto de florestas plantadas da própria empresa. O carbono liberado no processo é, em boa medida, o mesmo que essas florestas capturaram enquanto cresciam, e é isso que fecha o balanço.
Somam-se a isso o reaproveitamento dos gases gerados no próprio processo e o reuso dos resíduos sólidos. A certificação de neutralidade foi concedida pela SGS, seguindo os critérios do GHG Protocol e da World Steel Association. Para efeito de comparação, a própria empresa registra índice de 0,06 tonelada de CO2 por tonelada de aço bruto em 2019, enquanto usinas integradas no mundo operam em uma faixa bem mais alta.
Da AVB vem exatamente o que a nossa produção consome, vergalhão CA-50, CA-60 e fio máquina, que é a matéria-prima das treliças, telas e arames.
Dados divulgados pela própria AVB e por veículos de imprensa especializada. Certificação de carbono neutro concedida pela Société Générale de Surveillance (SGS) sob critérios do GHG Protocol. Site oficial da AVB
Simec
Grupo Simec
A Simec segue a outra rota. A usina de Pindamonhangaba opera com forno elétrico a arco, alimentado por sucata de aço que volta ao ciclo produtivo em vez de virar passivo ambiental. Somadas, as unidades de Pindamonhangaba e de Cariacica, no Espírito Santo, reciclam mais de um milhão de toneladas de sucata por ano.
O grupo nasceu em Guadalajara, no México, em 1969, e chegou ao Brasil em 2015. Hoje mantém três unidades produtivas no país, em São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, com foco forte em construção civil. Cerca de 90% da capacidade da unidade de forno elétrico é dedicada à fabricação de vergalhão, que é justamente o insumo que mais consumimos.
Dados divulgados pelo Grupo Simec e por veículos de imprensa especializada. Volume de reciclagem referente às unidades de Pindamonhangaba, SP, e Cariacica, ES, somadas. Site oficial do Grupo Simec
Na prática
O que a origem do aço muda para quem compra
Conformidade que já vem de origem
Usina que trabalha com controle de lote e certificação entrega aço consistente. Isso é o que permite que a peça saia daqui dentro da norma, sem surpresa de bitola ou de categoria.
Rastreabilidade até a aciaria
Quando o projetista ou a fiscalização pede comprovação, a cadeia precisa fechar. Comprar de usina identificada é o que torna possível ligar a peça da obra ao lote e ao ensaio.
Um argumento ambiental que se sustenta
Obras que respondem a critérios ambientais precisam demonstrar a origem dos materiais. Aço de rota com biocarbono ou de sucata reciclada é um dado concreto, não uma declaração vaga.
Para fornecedores
Esta página conta a história de quem faz o aço
A Goyaço prefere apresentar os parceiros pelo que eles fazem, e não por um logotipo solto numa vitrine. Quem produz com controle de norma, rastreabilidade de lote e um compromisso ambiental que se comprova tem espaço aqui, com o contexto que o trabalho merece.
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